sábado, 25 de abril de 2009
a verdade inventada.
no divulgar, no permitir, no facilitar... tudo isso ele tem, ele pode, eu não.
somente prazer instantâneo , nada demais.
não vejo vantagens, entende ?
gostar de fazer e ninguém não poder saber, pra mim é isso .
pra que mudar parâmetros, se é tão pesado quanto mágoas que se carrega.
inoperância de todos, o não comentar sobre tudo, isso me aprisiona demais.
estava indo tão bem, porém pequenas coisas diárias vão se acumulando e me estragam por completo, mexem com o que eu tenho de mais sagrado e peculiar...minha mente.
há clichê em demasia, na tentativa dos outros em me ajudar, mas duro é sentir na pele.
é querer fugir e se encontrar sempre, é querer nada e ter tudo, é não fazer valer e ser visto[não como queria, pelo que queria].
terça-feira, 21 de abril de 2009
''encerrando ciclos ''
...do divã do psicanalista só consigo me lembrar duma consoante frase:''você está atrasado em um ciclo, precisa encarar um nova fase de vida pra se melhorar.''
Ai mas me perturbou, perdi sonos, não lá voltei e pesquisei, queria saber o que significava essa dificílima palavra chamada ciclo, li, reli, ciências, descobertas médicas, matérias jornalísticas,vi dicionarização no aurélio, mas nada me chamaria mais atenção que uma opnião sábia que lá estava, poema do Pessoa.
do qual roubei o título com tão honrosa pretensão.
...desde o colegial se aprende, tão qual simplicidade se impõe.Nascer, desenvolver, crescer, reproduzir e morrer.
mas a vida retoma mais, um tanto de complexidade só pra tentar ser realista.há muito mais nesses ciclos que um bom livro didático possa conter, há um tanto mais de emoção, insurreição, afeição, desencanto, maturidade, e tantos ãos e inhos possa ter.
Vir aqui e depositar meu pensamento sobre a divisão do homem na vida é mais que ousadia, é incompreensão.de tudo que me disseram, de tudo que já li, nada responde a tantas dúvidas e indagações que carrego comigo.São perguntas de turbilhão, vontade de população, sonho de sonhador.Já consegui acreditar mais na ciência, e era tão feliz, hoje não o sou.
Sinto que preciso encerrar uma fase, abominar uma postura, seguir novos rumos, porém não consigo.Temo ''perder a alegria e o sentido das outras etapas que preciso viver'', mas não consigo passar dessa. Talvez eu eternize como criança, ou leve traços dessa etapa por toda vida.
Quero continuar sendo o chorão, continuar estando dodói, pedi ajuda pra amarrar o cadaço, pra erguer a cabeça, pra escolher a roupa, o presente que vou dar.Quero meus amáveis entes como escudo protetor, como seguranças de vida.Mas em contrapartida quero individualidade, quero maioridade, quero somente o mundo a me abraçar, mesmo ele sendo cruel, quero família, filhos, sorte, azar. Quero guerra, quero amar.
Mas estou em axioma...ou talvez sirva eu ser o Benjamin Button.
domingo, 19 de abril de 2009
hodierno[mente] chato.
Tudo da contemporaneidade é chato. Acabou a era do entender as coisas, do saber do jeito bom, do fazer o bem; e isso tudo me incomoda tanto. Sou contra tudo que se diz moderno, da calça, do jeans, da cama, do nome, do café, do palavriado, do cabelo, da caneta, da pessoa... tudo perdeu a essência.
É inaceitar a origem, a finalidade, é querer fazer, ridicularmente, o mal feito.
Não estou convencido da importância dessa tal de instantaneidade, pra quer fazer tão rápido e de nada valer?Eu quero mais, eu gosto do mais, eu quero tempo demais, gente demais, felicidade a mais, é tão bom, faz valer.
Da calça o desbotado, do jeans o renascimento do quadriculado, da cama a indurabilidade, do nome o auge do ridículo, do café a falta de gosto, do palavriado o excesso de estrangeirismo, do cabelo o chapeado, da caneta a falta de tinta, da pessoa a falta de sinceridade.É por isso q não acredito nesse mundo tão hodierno, tão chato.
Acreditava no Cazuza não porque ele queria mudar o mundo, mas por ele ter essência.Era independente do tempo e tarado por vida, e teve ela bem mais maravilhosa[enquanto pôde]. Escreveu bem, falou bem, gritou muito e o mundo escutou e hoje escuta o poeta que ainda está vivo.Ele fez à moda antiga, por isso deu certo.
Talvez eu queria reencarnar Cazuza, por com ele ter dado tão certo, e eu ter tanto medo desse mundo contemporâneo. Sou futurista do meu tempo, e como sei que o futuro a partir daqui será o retrocesso, estou indo no caminho certo, sem nenhuma pressa, apenas a de viver.
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