Tudo da contemporaneidade é chato. Acabou a era do entender as coisas, do saber do jeito bom, do fazer o bem; e isso tudo me incomoda tanto. Sou contra tudo que se diz moderno, da calça, do jeans, da cama, do nome, do café, do palavriado, do cabelo, da caneta, da pessoa... tudo perdeu a essência.
É inaceitar a origem, a finalidade, é querer fazer, ridicularmente, o mal feito.
Não estou convencido da importância dessa tal de instantaneidade, pra quer fazer tão rápido e de nada valer?Eu quero mais, eu gosto do mais, eu quero tempo demais, gente demais, felicidade a mais, é tão bom, faz valer.
Da calça o desbotado, do jeans o renascimento do quadriculado, da cama a indurabilidade, do nome o auge do ridículo, do café a falta de gosto, do palavriado o excesso de estrangeirismo, do cabelo o chapeado, da caneta a falta de tinta, da pessoa a falta de sinceridade.É por isso q não acredito nesse mundo tão hodierno, tão chato.
Acreditava no Cazuza não porque ele queria mudar o mundo, mas por ele ter essência.Era independente do tempo e tarado por vida, e teve ela bem mais maravilhosa[enquanto pôde]. Escreveu bem, falou bem, gritou muito e o mundo escutou e hoje escuta o poeta que ainda está vivo.Ele fez à moda antiga, por isso deu certo.
Talvez eu queria reencarnar Cazuza, por com ele ter dado tão certo, e eu ter tanto medo desse mundo contemporâneo. Sou futurista do meu tempo, e como sei que o futuro a partir daqui será o retrocesso, estou indo no caminho certo, sem nenhuma pressa, apenas a de viver.

Nenhum comentário:
Postar um comentário