À primeira vista, inferimos duma imagem como essa apenas nossa rude compreensão, que se desenvolveu num preconceito quase inerente a nós . Por que te espantas ao ver um negro beijar uma branca? O que muda neles - cientificamente falando - é apenas a apresentação de melanina, aquela que é produzida pelos melanócitos e dá corzinha aos seres, explicada por uma questão genética e nada mais, e olha que até esta citada por ultimo, pode surpreender algumas vezes.
Certamente ao ver dois branquinhos na mesma cena , com equivalente composição, o engraçado seria o fato de duas crianças, até então inocentes, beijarem-se sem nenhum pudor.Mas não, temos duas crianças de cores distintas, e isso se sobrepõe a qualquer situação, isto é, a diferença racial chama mais atenção que qualquer coisa em tal cena.
Não nos martirizemos, volto a insistir que são apenas duas crianças, não tente deixar de achar estranho, ele está incutido em você... e não se dissipará assim tão facilmente.É tamanha a força desse tipo de preconceito, que já chego a chamá-lo até de predefinição; mudou histórias, destruiu famílias, movimentou economia, criou movimentos de libertação, magoou pessoas, criaram-se leis, e ele até hoje reinventa o mundo, segrega irmãos, separa o amor.
É fruto duma construção gradativa que vai desde a placenta até a fase final de formação da personalidade, quando ali estanca, com uma dificuldade de regredir. Das piadas de família, da constante ideia de ter protagonistas sempre brancos e tão lindos nas telenovelas, a história da escravidão que descobre-se ao estudar, do empregado dentro de casa, do chefe de seus pais... tudo isto vai lhe formando com total semelhança aos milhões e milhões que existem por aí.É a potência do senso comum.
A discriminação é um dos grandes mediadores, de grande malefício à sociedade e com enorme obstrução em seu currículo. Portanto é necessário promover o desapego a conceitos de racismo tão arcaícos quanto o período colonial no Brasil.Ultilizar-se disso apenas enquanto história, para modificar a humanidade e refazermos 'cabeças' que até o momento se impressionam com cenas como aquela, pois comunhar, na melhor acepção da palavra é isso, unir todos sem fatores de diferenciação.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
À primeira vista, inferimos duma imagem como essa apenas nossa rude compreensão, que se desenvolveu num preconceito quase inerente a nós . Por que te espantas ao ver um negro beijar uma branca? O que muda neles - cientificamente falando - é apenas a apresentação de melanina, aquela que é produzida pelos melanócitos e dá corzinha aos seres, explicada por uma questão genética e nada mais, e olha que até esta citada por ultimo, pode surpreender algumas vezes.
Certamente ao ver dois branquinhos na mesma cena , com equivalente composição, o engraçado seria o fato de duas crianças, até então inocentes, beijarem-se sem nenhum pudor.Mas não, temos duas crianças de cores distintas, e isso se sobrepõe a qualquer situação, isto é, a diferença racial chama mais atenção que qualquer coisa em tal cena.
Não nos martirizemos, volto a insistir que são apenas duas crianças, não tente deixar de achar estranho, ele está incutido em você... e não se dissipará assim tão facilmente.É tamanha a força desse tipo de preconceito, que já chego a chamá-lo até de predefinição; mudou histórias, destruiu famílias, movimentou economia, criou movimentos de libertação, magoou pessoas, criaram-se leis, e ele até hoje reinventa o mundo, segrega irmãos, separa o amor.
É fruto duma construção gradativa que vai desde a placenta até a fase final de formação da personalidade, quando ali estanca, com uma dificuldade de regredir. Das piadas de família, da constante ideia de ter protagonistas sempre brancos e tão lindos nas telenovelas, a história da escravidão que descobre-se ao estudar, do empregado dentro de casa, do chefe de seus pais... tudo isto vai lhe formando com total semelhança aos milhões e milhões que existem por aí.É a potência do senso comum.
A discriminação é um dos grandes mediadores, de grande malefício à sociedade e com enorme obstrução em seu currículo. Portanto é necessário promover o desapego a conceitos de racismo tão arcaícos quanto o período colonial no Brasil.Ultilizar-se disso apenas enquanto história, para modificar a humanidade e refazermos 'cabeças' que até o momento se impressionam com cenas como aquela, pois comunhar, na melhor acepção da palavra é isso, unir todos sem fatores de diferenciação.
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